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SEU CORPO FALA. VOCÊ ESTÁ OUVINDO?

Eu vejo isso todos os dias.


Tendões inflamados, músculos sobrecarregados, articulações desgastadas antes do tempo. Gente jovem com dor de gente velha. Gente velha com dor que nunca deveria ter existido.


Eu sou radiologista especialista em musculoesquelético, minha rotina é interpretar exames de quem passa horas digitando, dirigindo, operando máquinas, carregando peso. Pessoas que, no começo, sentiram um incômodo. Depois, uma dor passageira. Até que, um dia, acordaram e perceberam: aquilo não passava mais.


O nome técnico? LER/DORT — Lesão por Esforço Repetitivo e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho.

O que isso significa, na prática?

Significa que seu corpo vem mandando sinais há tempos, mas você ignorou.


O erro mais comum? Achar que dor é “normal”. Que basta um anti-inflamatório, um dia de descanso e tudo volta ao normal.Mas a dor crônica não aparece do nada. Ela é um acúmulo de pequenas agressões diárias, de meses ou anos, que o seu corpo suportou até não conseguir mais.


Eu vejo nos exames: tendinites avançadas, bursas inflamadas, hérnias de disco, artroses precoces. Condições que poderiam ser evitadas, mas que agora exigem fisioterapia, infiltração, às vezes cirurgia.


Isso quer dizer que você precisa parar de trabalhar no que te sustenta?Parar de tocar um instrumento que tanto gosta? Parar um esporte que te alivia o cansaço da vida? Calma, não é isso, você não precisa parar. Você precisa mudar alguns hábitos, adaptar ambientes, e utilizar a tecnologia ao seu favor.  


Aqui está o que realmente funciona:- Movimente-se: pequenas pausas durante o dia aliviam a sobrecarga e evitam que a dor se instale.

- Postura importa:  ajuste a altura da tela, da cadeira, da mesa, do teclado. Seu corpo não foi feito para se adaptar ao seu ambiente de trabalho - o ambiente é que precisa se adaptar a você.

- Fortaleça seus músculos: isso é essencial, faça musculação, pilates, crossfit, exercícios ao ar livre. Você precisa preparar seu corpo para ser utilizado.

- Respeite os sinais: dor não é frescura. Se algo incomoda há semanas, procure um especialista antes que vire algo maior.


O que vejo nos exames são histórias. Histórias de corpos que pediram ajuda, mas não foram ouvidos.

A pergunta é: você vai esperar seu corpo gritar para agir? Comece hoje e seu “eu do futuro” irá te agradecer.



 

 
 
 

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